Governo vilão atemoriza a expressão da subjetividade humana

Procedimentos adotados pela secretaria da cultura aborrecem artistas

por BRUNO CARVALHO

 Voltando para as eleições municipais de 2008, segundo turno entre Sebastião Almeida (PT) e Carlos Roberto (PSDB). O petista defendia manter o que tinha de bom da gestão de Pietá e, um dos pontos que boa parte da população elogiava eram os avanços na cultura. Enquanto, o tucano dizia que pobre não gostava de teatro e coisas afins.

 Com esse quadro, os artistas guarulhense fizeram campanha para eleger Almeida, eles acreditavam no tal continuísmo. Agora, estamos no final do mês de abril de 2009 e a história é outra.

 Várias oficinas culturais foram interrompidas, a Escola Viva de Artes Cênicas morreu. A prefeitura só abre espaço para os artistas de fora nos palcos da cidade.

 Pergunto será que empossou o prefeito certo? Pelo menos o tucano teve a cara de pau de afirmar que iria acabar com o que tinham construído com eficiência.

 Nos últimos dias, reuniões foram feitas entre representantes da classe artística e o secretário da cultura Hélio Arantes, esse ficou aborrecido, quando questionado sobre o Funcultura e a Escola Viva. Se for apenas para posar de democrático, é melhor nem marcar reunião, deve-se responder aos questionamentos e ser sincero. Esperamos respostas sobre essas questões, já deu tempo de fazer um planejamento e saber o que pode ser feito.

 É fácil perceber que estão querendo controlar a temática dos roteiros artísticos, o exemplo é o Funcultura que dá preferência para quem propor projetos sobre o meio-ambiente e os 450 anos de Guarulhos. Isso é coisa de ditadura. A arte deve ser livre para criticar inclusive o governo, deve nortear a sociedade e, o artista deve ser livre para escolher sobre o quer falar. Inventaram um novo tipo de censura.

 Regredimos em mais um setor e não vemos progresso em nenhum outro. Como tinha escrito no Cotidiano Guarulhense, ficaram para o segundo turno das eleições os piores candidatos, agora não sei se ganhou o medíocre. Ao menos um foi sincero em afirmar o que faria. O outro, nós estamos assistindo sua encenação de vilão que quer acabar com a expressão artística daqui.

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