Pesquisadores caminham para avistar patrimônios materiais

Contato com os monumentos e prédios antigos faz parte do estudo

por BRUNO CARVALHO

O Guarulhos Bairro a Bairro fez um passeio no último sábado (13). À pé os integrantes saíram da avenida Emílio Ribas e foram até o Lago dos Patos. A intenção era ter contato com os prédios, pessoas e vestígios históricos dessa região.

A caminhada faz parte do estudo que o grupo realiza. O intuito da pesquisa é conhecer e divulgar os fatos históricos, conhecer as histórias das instituições, prédios e as pessoas importantes de Guarulhos.

A primeira região escolhida foi a que engloba o Gopoúva e a Vila Galvão, o motivo da escolha deveu-se ao lugar onde acontecem as reuniões, a Casa dos Cordéis, antiga residência onde nasceu o prefeito Alfredo Nader.

A primeira etapa do estudo foi feita pelos livros que contam a história da cidade, onde se encontram alguns registros históricos da região. Na próxima etapa, personalidades e moradores da região vão ser entrevistados. Depois os dados coletados vão ser comparados com documentos oficiais. Até partir para o projeto final que é escrever um livro.

Vandalismo e desinteresse das autoridades acabam com os vestígios do passado

Durante o passeio pôde-se notar que não há cuidado com os monumentos, por exemplo, na Praça Nossa Senhora Aparecida, no Jardim Vila Galvão. A placa de inauguração foi roubada.

Nos arredores do Teatro Padre Bento, que antigamente fazia parte do sanatório. Os prédios, fora o teatro e a igreja, estão abandonados ou foram modificados, prova fiel do descuido com a história.

Na Vila Galvão, onde antigamente passava o Trem da Cantareira, quase não se encontra provas, só tem placas que com um pouco da história e, também foi quebrada e pichada por vândalos.

Praça Santos Dumont (Vila Galvão), rastros esquecidos da antiga passagem por debaixo dos trilhos do trem.

Praça Santos Dumont (Vila Galvão), rastros esquecidos da antiga passagem por debaixo dos trilhos do trem.

Nos países de primeiro mundo, a história é preservada e respeitada. Na Alemanha, muitas partes do Muro de Berlim ainda continuam em pé. Nas partes em que foi derrubado, há o alicerce para comprovar historicamente onde a cidade era divida. Esse exemplo poderia ser seguido por Guarulhos, refazer o trajeto do trem que cortava a cidade, seria uma vitória para turismo local e um do eficaz de preservar o ontem. Assim, não deixar cair no esquecimento fatos que servem de lição para o futuro.

Preservação histórica do alicerce do Muro de Berlim, que dividia a Alemanha

Exemplo: Preservação histórica do alicerce do Muro de Berlim, que dividia a Alemanha

Serviço:

A reunião de estudo da história dos bairros acontece todas as quartas-feiras, às 19 horas, na Casa dos Cordéis, que fica na Av. Torres Tibagy, 90 – Gopouva – Guarulhos – SP. Telefone: 11 2229-0580. Todos podem participar do estudo, principalmente moradores antigos da região do Gopoúva e Vila Galvão.

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Comments
6 Responses to “Pesquisadores caminham para avistar patrimônios materiais”
  1. luiz antonio grolla disse:

    Moro proximo a antiga estação invernada do trem de cantareira, que até pouco tempo estava em pé, mas foi demolida por donos da área, mataram um patrimonio historico inestimável.

    Só me resta o inconformismo.

    Abraços

    e bom trabalho

    • Macos Gonzales disse:

      Ola amigo.
      Moro na região, faço faculdade de historia e estou fazendo uma pesquisa ó tramway da cantareira.
      Já consegui material e fotos do inicio da linha até a antiga estação Mandaqui, mas estou com dificuldade para saber por onde o trem seguia do Mandaqui até o reservatório da Cantareira, estou com muitas dúvidas.
      Se o Sr. puder descrever o caminho qua falt para minha pesquisa, fico muito agradecido, me informe tbm por favor onde fica o local da antiga estação Invernada.

      Agradeço pela atenção

      • Wandyr disse:

        Morei por mais de 50 anos no bairro do Mandaqui, cheguei a andar no trem da Cantareira, pasei minha infância por aqueles terrenos, antes vazios, próximos à estação Invernada e posso te passar todo o percurso desde a estação Mandaqui até a estação Cantareira. Existiam 2 trajetos na época, um mais longo, que passava pelo Horto Florestal e outro que cortava caminho e chegava direto a estação Parada Sete da linha.
        Abraços

      • assim como vc estou tentando refazer a história do trem ,acho que fiz a última foto da estação invernada antes de ser demolida, sei todo o trajeto e locais das estações em detalhes bem seletivo , poderemos fazer uma associação de materiais para concluir essa fantástica obra, me escreva .

  2. MARCUS DE FARIA disse:

    ME SINTO ENVERGONHADO DE VIVER NUM PAÍS QUE NÃO PRESERVA SUA HISTÓRIA, VEJA OS PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS DAS CIDADES BRASILEIRA, VITIMA DE VANDALISMO, INDIFERENÇA E DESCASO DAS NOSSA AUTORIDADES, AO PASSO QUE NOS OUTROS PAÍSES A HISTÓRIA É PRESERVADA!!! LAMENTÁVEL!!!

  3. Luiz Grolla disse:

    Como é bom saber que exitem pessoas que se interessam por este patrimônio histórico, também conheço bem todo o percurso do Trem da Cantareira a té a estação Base Aérea em Guarulhos, e vamos nos falar para detalharmos todo o percurso e tirar dúvidas, tenho um mapeamento via satélite de 1958, que mostra o real percurso do alto,

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