De olho no que acontece

por BRUNO CARVALHO

Essa coluna ficou fora do ar por uma semana, peço desculpas aos internautas que acompanham esse blog.

Teatro de sombras

A peça que foi exibida, no teatro Padre Bento, graças à parceira entre a prefeitura e o SESC-SP, surpreendeu pelos movimentos precisos das sombras feitas pelos quatro atores. Os pequenos bonecos feitos de papel eram articulados por varetas de bambus e refletidos em uma tela de pano, em algumas cenas tinham mais de quatro personagens. Foi um ótimo programa para toda a família.

Peça teatral sobre o Sanatório Padre Bento

Radiografias do Processo faz parte de um estudo sobre os leprosários que existiam no começo do século. Os atores da escola Viva de Artes pesquisaram e fizeram essa montagem, que segundo eles ainda não é o espetáculo final. As cenas são fortes, que chegam a chocar a platéia, o que se entende nessa escolha dramática, é que eles quiseram demonstrar o sofrimento que os doentes passaram no tempo que foram segregados. Fatos que muitos não sabiam chegaram à tona depois dessas “radiografias”.

Enfim aprovado

O sistema de bilhete único deve começar a funcionar em fevereiro de 2010, depois de tantas discussões, a população de Guarulhos terá esse benefício.

Conservatório de música

A fila de espera apara as aulas práticas demoram até dois anos, depois de o curso ser iniciado.  O projeto para a nova sede continua no papel, enquanto isso haja paciência.

Guarulhos: Bairro a Bairro

A pesquisa sobre a história está a todo vapor, as entrevistas com as personalidades e os moradores, já começaram. Até o final do ano que vem o Gopoúva e seus arredores estarão no livro que o grupo planeja escrever.

Reapresentação do Show “O Canto do Ferreiro”

Nesta quinta-feira (20/08) às 20h, Bosco Maciel no Teatro Padre Bento. Entrada Gratuita.

Anúncios
Comments
One Response to “De olho no que acontece”
  1. WALTER MANOCCHI disse:

    Tenho 75 anos, trabalhei no Sanatório Padre Bento
    e, no Complexo Hospitalar Padre Bento por 33 anos. Fui braçal, encarregado, chefe e substituto de diretor administrativo. Porem conheci o sanatório desde meus 14 anos, pois tinha um parente internado nele. Acompanhei por muitos anos os terriveis sofrimentos do doentes e entre esses sofrimentos o pior foi o preconceito. Todos tinham pavor da doença, tanto que éra muito dificil
    encontrar que se prontiafisse a trabalhar no sanatório. Lá tinha prefeito, cadeia, parlatório, cinema, salão de baile, cassino de jogos, bola ao cesto, futebol, quermesses etc. Foi por causa da falta de funcionários devido ao preconceito que por volta de + ou – 1970, tive a ideia de apresentar
    ao diretor admistrativo sr. Decio Berni, a ideia de
    se construir casas, como atrativo para novos funcionarios. O sr. Decio, me encaminhou a secretária da saude, e dai foi uma luta quase que diaria, convesando, com vereadores, deputados, prefeitos e governador, até que após uns 15 anos surgiu o conjunto habitacional Padre Bento. Conheci chefes e diretores bons e humanos, porem tambem conheci chefe e diretores pulhas, ladrões e canalhas, dos quais tive o prazer de denunciar-los centenas de vezez. tenho orgulho em
    afirmar que fui um funcionário digno e honrado e que não tolerava má conduta de chefes e diretore que entrava e saiam a hora que queriam, pois não tinha duvidas em denunciar-los. Eu acriditava que nós estavamos ali para ganhar no salário para servir o indefesos doentes. Não poderia deixar de lembrar alguns dignos e honrados funcionário que se dedicaram de corpo e alma em prol dos doentes.
    São eles: Dr. Lauro de Sousa Lima(um martir) Dr. Hildebrando Vasconcelo(abnegado) Dr. Paulo de Almeida Machado(ex ministro da saúde) Domingos Norberto Aletti e Decio Berni. Para que se tenha uma ideia do tamanho do preconceito, quando se ia buscar um doente no interior do estado, logo após o paciente entrar na ambulancia,
    vizinhos e familiares iam até um quarta isolado em que o paciente vivia e ateavam fogo com tudo dentro. Eu mesmo cheguei a ver por umas quatro vezes isto. Eu adorava trabalhar no sanatório embora sofria muito, por ver a que ponto chegava essa doença e os terriveis preconceitos.

    denunciava

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: